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Espiritismo ou Espiritualismo? Parte 3

 

Como praticamente não existe quase lugar nenhum que esteja aberto para ouvir e procurar instruir as pessoas desorientadas espiritualmente e às vezes desorientadas por problemas cotidianos, estas recorrem a quem quiser ouvi-las; ou seja, é mais fácil conversarem, se abrirem e pedirem conselhos a aquelas pessoas tidas como adivinhadoras da sorte e do destino, que por muitas vezes passam conselhos mirabolantes ao indivíduo que quase sempre é acompanhado com falsas promessas, dizendo a criatura que basta “desmanchar um trabalho de macumba” e pagar a quantia X que tudo será resolvido num piscar de olhos não importando na maioria das vezes se aquilo que a pessoa deseja é justo, digno, etc.

Muitas das vezes o indivíduo não quer milagres, porém só quer conversar com alguém que no final das contas acaba lhe aterrorizando, com o intuito de poder arrancar dinheiro dessa pessoa, que muitas vezes acaba acreditando que de fato é vítima de macumba. Quando resolve pagar pelo “desmanchamento de um trabalho” (fictício), recebe a notícia que existem muitos outros e que não pode parar no meio, devendo continuar e que se acaso não mais possuir dinheiro que faça um empréstimo, pois isso é um caso de vida ou morte.

É assim que essas pessoas sobrevivem, através de explorar os problemas alheios, fazendo papel de falsos conselheiros. É necessário um atendimento particularizado, com o intuito de ouvir e poder esclarecer o indivíduo e é lógico que isso seguirá os princípios que Jesus nos ensinou que é “Dar de graça o que de graça recebeste”, que nada mais é que dividir os aprendizados adquiridos através da Doutrina Espírita que nada mais é que a doutrina dos Espíritos Superiores que nos ensina a fazer o que Jesus já nos havia ensinado há mais de dois mil anos atrás que é repartir com o próximo tudo o que possuímos de melhor.

A doutrina Espírita oferece a resposta a inúmeros males que sofremos no dia a dia, servindo sempre de consolo, porém não é porque o indivíduo se intitula Espírita que é melhor que os outros. O Espiritismo nada mais é que exemplificar os exemplos que Jesus nos ensinou e procurar viver o Evangelho no dia a dia, não precisando se prender a título algum.

O verdadeiro Espírita Cristão (segue Jesus) possui isso no coração e na alma e qualquer um poderá vir a se tornar um. Eu conheço vários que não sabem que são Espíritas (seguem a doutrina de Jesus que mais tarde foi trazida pelos benfeitores espirituais), tendo Allan Kardec como codificador.

Essas pessoas são voluntárias em asilos, creches, orfanatos, hospitais, etc. Enfim para ajudar ao próximo e seguir a estrada de Jesus não é necessário que esses voluntários se intitulem Espíritas, mas sim compartilhar com o seu próximo mais necessitados tudo o que eles possuem de melhor sentindo-se habilitados para isso. Cada um contribui com aquilo que tem: “A quem muito lhe será dado muito lhe será pedido e há quem pouco lhe será dado pouco lhe será cobrado” (Jesus em seu evangelho).

Existem vários Espíritas que ainda acreditam que somente trabalhando dentro dos centros, fazendo o trabalho de passes estarão ajudando o Mestre Jesus. E os outros necessitados do mundo ficarão como? Como poderemos padronizar os problemas do mundo, querendo obrigar a todos procurar os Centros Espíritas? Jesus nos ensinou que nos prendêssemos a um determinado templo para podermos buscar qualquer graça? Jesus curou sempre os enfermos no templo ou os atendia em lugares diversos, com intuito de ir ao encontro de todos os necessitados?

Eu espero com essas indagações fazer o leitor refletir e lembrar de todos os ensinamentos que Jesus nos ensinou e tornarei a abordar o assunto em Espiritismo ou Espiritualismo parte 4.

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